Inicio Tecnología 2017 Telefónica dice que no participará en decisiones de Telecom Italia (En portugués)

Telefónica dice que no participará en decisiones de Telecom Italia (En portugués)

Em audiência hoje na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse esperar que a operação de compra de parte da Telecom Itália seja aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), já que, de acordo com ele, não prejudicará o mercado brasileiro.

“O foco da operação é o mercado europeu. Nos países em que houver impacto, nós garantimos que não participaremos de decisões estratégicas na Telecom Itália”, declarou Valente.

Os documentos das operação, relativos apenas à parte concorrencial, foram entregues na segunda-feira. Até o fim da semana, a Telefônica pretende enviar nova documentação à Anatel para a anuência prévia da agência.

No Brasil, a Telefônica, alem da empresa de telefonia fixa, detém participação na Vivo, enquanto a Telecom Itália é dona da TIM e tem ações na Brasil Telecom.

Valente garante, no entanto, que a administração das empresas de telefonia móvel continuará separada, evitando concentração de mercado. “Não tem nenhuma fusão prevista” disse.

Com a operação, o Grupo Telefônica terá participação de 6,9% do capital total da Telecom Itália e 9,9% das ações com direito a voto.

Conteúdo
Durante a audiência, Valente esclareceu que a Telefônica não tem interesse em produzir conteúdo. A empresa começa a entrar no mercado de TV por assinatura por satélite e a cabo, em parceria com a TVA.

Segundo Valente, a Telefônica negocia com todos os produtores de conteúdo do país, entre eles a Rede Globo. “Nossa preocupação não é produzir. O foco é distribuir produtos. E imaginar que não veiculando o produto brasileiro trará sucesso é um equívoco” ressaltou.

O presidente voltou a defender mudanças na legislação brasileira para permitir a chamada convergência entre serviços como telefonia, internet e televisão. Ele lembrou que o Código Brasileiro de Telecomunicações é de 1962 e está ultrapassado. “O mundo caminha para essa consolidação, cedo ou tarde vai chegar ao Brasil.” disse.

Fuente: Folha de São Paulo 

Opinión